
Uma carência silenciosa e muito comum
Cãibras, tremor na pálpebra, sono leve, ansiedade, irritabilidade, cansaço que não passa, palpitações, intestino preso, dor de cabeça frequente e vontade de comer doce podem ter um ponto em comum: falta de magnésio.
Estudos indicam que grande parte da população consome menos magnésio do que precisa. Solos empobrecidos, alimentos ultraprocessados, excesso de café, álcool e açúcar, estresse crônico, treinos intensos e alguns medicamentos, como os inibidores de acidez e diuréticos, reduzem a ingestão ou aumentam a perda desse mineral.
Por que o magnésio é tão importante
O magnésio participa de mais de 300 reações do organismo. Ele é necessário para produzir energia nas células, para a contração e o relaxamento dos músculos, para o ritmo do coração, para o controle da glicose e da pressão arterial e para a formação dos ossos.
No sistema nervoso, ajuda a regular neurotransmissores ligados ao relaxamento e ao sono, e modula a resposta ao estresse. Quando falta, o corpo funciona em estado de alerta, e o cansaço se acumula.
O exame comum nem sempre mostra a falta
Menos de 1% do magnésio do corpo está no sangue. O restante fica nos ossos, músculos e dentro das células. Por isso o magnésio sérico pode estar normal mesmo quando os estoques estão baixos.
A avaliação considera sintomas, alimentação, rotina, medicamentos em uso e exames complementares, para entender se há deficiência e qual a melhor forma de corrigir.
Magnésio não é tudo igual: os principais tipos
Bisglicinato (glicinato): boa absorção e bem tolerado pelo estômago, costuma ser usado para relaxamento muscular, ansiedade e qualidade do sono.
Treonato: tem afinidade com o sistema nervoso central e é estudado para foco, memória e clareza mental.
Dimalato: ligado ao ácido málico, que participa da produção de energia, é usado em quadros de fadiga e dores musculares.
Taurato: associado à taurina, tem papel no ritmo cardíaco, na pressão arterial e no controle da glicose.
Citrato: boa absorção e efeito sobre o funcionamento intestinal, útil para quem tem intestino preso.
Cloreto e óxido: muito populares e baratos, mas o óxido tem baixa absorção e pode causar desconforto intestinal, por isso nem sempre são a melhor escolha.
Por que personalizar o pool de magnésio
Pool de magnésio é a combinação de diferentes formas desse mineral em uma mesma fórmula. Como cada tipo tem uma afinidade diferente, combinar formas permite atender várias necessidades ao mesmo tempo, como sono, energia, músculo e coração.
A personalização define quais tipos usar, em qual proporção, dose e horário, de acordo com os sintomas, os exames, a função dos rins, o uso de medicamentos e os objetivos de cada pessoa. Esse é o fundamento da prática Ortomolecular e biomolecular: corrigir o que falta na medida certa, com base em avaliação.
Quando a absorção intestinal está comprometida ou a reposição precisa ser mais rápida, o magnésio também pode fazer parte de terapias injetáveis e infusões endovenosas, sempre com indicação médica.
Suplementar por conta própria pode trazer efeitos indesejados e não é indicado para quem tem doença renal, por exemplo. Por isso a orientação é sempre individual.
Avaliação individualizada
Os benefícios do magnésio dependem da forma, da dose e de quem está usando. Cada organismo responde de um jeito, e o acompanhamento médico permite ajustar o tratamento com segurança.
O atendimento é presencial em Mogi das Cruzes e São José dos Campos, e também por telemedicina para todo o Brasil e Exterior. Dr. Sergio Colagrande | Médico | CRM-SP 102272.
Transforme o que você leu em avaliação clínica
Ler ajuda, mas o que orienta a sua saúde é uma avaliação individualizada. Investigue a causa e receba um plano feito para o seu corpo, com foco em medicina de precisão e acompanhamento contínuo.
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O autor declara não possuir conflitos de interesse com fabricantes, distribuidores ou marcas mencionadas.