
Menopausa não é só fogacho
Quando se fala em menopausa, a primeira imagem que vem à cabeça é o fogacho, aquela onda de calor repentina. Ele é real e incomoda, mas é apenas um entre mais de 100 sintomas descritos na transição menopausal e na pós menopausa.
Insônia, despertar várias vezes à noite, ansiedade, irritabilidade, tristeza sem motivo, névoa mental, esquecimentos, queda de libido, secura vaginal, dor na relação, infecções urinárias de repetição, dores articulares, ganho de gordura abdominal, obesidade, aumento do risco de infarto e AVC, perda de massa muscular, pele fina, queda de cabelo, osteoporose, palpitações, zumbido e cansaço persistente são alguns deles.
Como muitos desses sinais não parecem ter relação com hormônios, a mulher passa por vários especialistas, trata cada sintoma isoladamente e raramente alguém junta as peças. A causa comum, a queda de estrogênio, progesterona e testosterona, fica sem ser investigada.
Uma fase para a qual a mulher não é preparada
A menina é orientada sobre a primeira menstruação, a gestante tem pré natal, mas quase ninguém ensina a mulher sobre a perimenopausa e a menopausa. Ela chega a essa fase sem saber o que esperar e, muitas vezes, ouve que tudo aquilo é normal e que basta aguentar.
Normal é a menopausa acontecer. Sofrer com ela não precisa ser. Informação é o primeiro passo: entender que os sintomas podem começar anos antes da última menstruação e que existem formas seguras e individualizadas de cuidar dessa transição.
Os riscos de ficar sem hormônios
Os hormônios femininos não cuidam apenas do ciclo menstrual. O estrogênio participa da saúde dos ossos, dos vasos sanguíneos, do cérebro, da pele, da musculatura e do metabolismo. Quando ele cai, esses sistemas sentem.
A falta hormonal sem acompanhamento está associada a maior risco de osteopenia e osteoporose, com fraturas, aumento do risco cardiovascular, alterações do colesterol, resistência à insulina, ganho de gordura visceral, perda de massa muscular, síndrome geniturinária e impacto no humor, no sono e na cognição.
Por anos, o medo da reposição dominou as conversas, muito por causa de interpretações iniciais do estudo WHI, feito com hormônios e vias diferentes dos usados hoje e em mulheres, em média, mais velhas. As análises posteriores e as sociedades médicas internacionais passaram a reconhecer que, para a maioria das mulheres sintomáticas, iniciando o tratamento na janela adequada e com avaliação individual, os benefícios tendem a superar os riscos.
Reposição personalizada: não é só estrogênio
Reposição hormonal não é uma receita única. Cada mulher tem história, exames, sintomas, riscos e objetivos diferentes, e o tratamento precisa refletir isso.
O estrogênio é a base para controlar a maior parte dos sintomas. A progesterona é indicada para proteger o endométrio na mulher que tem útero e também pode contribuir para o sono. A testosterona, muitas vezes esquecida, pode ser considerada quando indicada, especialmente em casos de queda de libido, e também é avaliada pelo seu papel na disposição e na massa muscular.
A via de administração faz diferença. No caso do estrogênio e da testosterona, a recomendação é evitar a via oral. O estrogênio por via transdérmica, como gel ou adesivo, ou pro implantes subcutâneos de pellets hormonais, não passa primeiro pelo fígado e está associado a menor risco de trombose em comparação com o comprimido. A testosterona também deve ser usada por estas vias, não orais, com doses adequadas à fisiologia feminina quando indicado.
A indicação depende de avaliação clínica completa, exames laboratoriais, rastreamentos em dia e análise de contraindicações. É a prática Ortomolecular e biomolecular que complementa esse olhar, investigando nutrientes, metabolismo, inflamação e sono, que influenciam como o corpo responde aos hormônios.
Os ganhos de qualidade de vida
Quando bem indicada e acompanhada, a reposição hormonal pode melhorar o sono, reduzir os fogachos e os suores noturnos, favorecer o humor, a concentração e a libido, aliviar a secura vaginal e ajudar na preservação da massa óssea e muscular.
Muitas mulheres relatam voltar a se reconhecer: ter energia para trabalhar, treinar, se relacionar e aproveitar a vida. Os resultados variam de pessoa para pessoa, e por isso o acompanhamento com reavaliações periódicas é parte do tratamento.
O atendimento é presencial em Mogi das Cruzes e São José dos Campos, e também por telemedicina para todo o Brasil e Exterior. Dr. Sergio Colagrande | Médico | CRM-SP 102272.
Transforme o que você leu em avaliação clínica
Ler ajuda, mas o que orienta a sua saúde é uma avaliação individualizada. Investigue a causa e receba um plano feito para o seu corpo, com foco em medicina de precisão e acompanhamento contínuo.
Agenda controlada para permitir avaliação individualizada. Responderemos em até 24h úteis para confirmar disponibilidade.
O autor declara não possuir conflitos de interesse com fabricantes, distribuidores ou marcas mencionadas.